01/10/2014

Câmara de Campos lança documentário sobre Nilo Peçanha

O campista que chegou a presidência da república agora está imortalizado em um documentário contando toda sua trajetória. Foi lançado na manhã desta quarta-feira (01) em sessão solene o material produzido pela TV Câmara intitulado “Memorial Câmara – Documentário Nilo Peçanha”. A exibição especial contou com a presença de professores, estudantes e homenagens aos participantes do vídeo.

Abrindo a sessão o presidente da Câmara, Edson Batista, falou aos presentes. “Um povo sem identidade é um povo sem perspectiva, então temos que preservar nossas memórias. Nossa terra foi formada por índios, outra civilização chegou com um grau tecnológico muito maior e dizimou todos eles. Se nós não tivermos nossa identidade cultural preservada, corremos o risco de virar índio. Nilo Peçanha foi um grande campista, que merece ter sua história preservada e passada a adiante. Quero agradecer a cada um de vocês presentes aqui na mesa e dizer que essa é nossa contribuição para a preservação da memória de Campos”.

Em seguida a coordenadora do Centro de Estudos da História Fluminense do Museu do Ingá, em Niterói, Andreá Telo da Corte, parabenizou à Câmara. “Queria agradecer a hospitalidade dos campistas e saudar a iniciativa desta casa. Nilo Peçanha não foi só um grande político, ele foi o mais importante político da Primeira República. Um homem que sabia fazer política e que merece ser estudado, um político que se importava com o ensino tecnológico”, concluiu.

Já a coordenadora do Arquivo do Museu da República, Sílvia Pinho, agradeceu o convite para conhecer Campos. “Gostaria de cumprimentar e felicitar o presidente da Câmara, pela iniciativa tão incomum. Nós do Museu da República temos a felicidade de guardar e expor grande parte do acervo desse grande político que foi o Nilo. Pra mim é uma grande alegria conhecer finalmente a terra dele. Que esse seja o primeiro de muitos documentários”.

A diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard, convidou a todos para conhecer o espaço. “Gostaria também de parabenizar e ressaltar que temos em nosso museu um material pertencente ao Nilo Peçanha, doado a prefeitura pela sua esposa, Anita Peçanha, para que quando Campos tivesse um museu ficasse neste local. Nossa meta é ter, em breve, um Centro de Memória para colocarmos todo o arquivo do Nilo”.

O Diretor do campus Campos-Centro do o Instituto Federal Fluminense (IFF), Jefferson Manhães, ressaltou a criação da Escola de Aprendizes e Artífices. “Quero saudar o Doutor Edson por esta justa homenagem e a todos os professores aqui presentes. O que a Câmara esta fazendo aqui hoje, não é um culto ao Nilo, mas sim um resgate do movimento chamado de Nilista na época, que pregou o ensino tecnológico. Hoje Campos tem uma consequência enorme desse movimento que é o IFF, na época Escola de Aprendizes e Artífices, uma decisão de 1907 que em seguida partiu do Rio de Janeiro para todo o país”.


Finalizando a sessão especial receberam homenagens o professor Gustavo Gomes Lopes; Graziella Escocard; a professora de história Fabiana Arruda; Joanes Correia da Silva, professor do IFF; Silvia Pinho; Andreia Telo da Corte e Leonardo de Vasconcelos Silva, professor do IFF. Também receberam homenagens representantes das Escolas Nilo Peçanha, Liceu de Humanidades e Benta Pereira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário