O campista que chegou a presidência da república agora está
imortalizado em um documentário contando toda sua trajetória. Foi lançado na
manhã desta quarta-feira (01) em sessão solene o material produzido pela TV
Câmara intitulado “Memorial Câmara – Documentário Nilo Peçanha”. A exibição
especial contou com a presença de professores, estudantes e homenagens aos
participantes do vídeo.
Abrindo a sessão o presidente da Câmara, Edson Batista,
falou aos presentes. “Um povo sem identidade é um povo sem perspectiva, então
temos que preservar nossas memórias. Nossa terra foi formada por índios, outra
civilização chegou com um grau tecnológico muito maior e dizimou todos eles. Se
nós não tivermos nossa identidade cultural preservada, corremos o risco de
virar índio. Nilo Peçanha foi um grande campista, que merece ter sua história
preservada e passada a adiante. Quero agradecer a cada um de vocês presentes
aqui na mesa e dizer que essa é nossa contribuição para a preservação da
memória de Campos”.
Em seguida a coordenadora do Centro de Estudos da História
Fluminense do Museu do Ingá, em Niterói, Andreá Telo da Corte, parabenizou à
Câmara. “Queria agradecer a hospitalidade dos campistas e saudar a iniciativa
desta casa. Nilo Peçanha não foi só um grande político, ele foi o mais
importante político da Primeira República. Um homem que sabia fazer política e
que merece ser estudado, um político que se importava com o ensino tecnológico”,
concluiu.
Já a coordenadora do Arquivo do Museu da República, Sílvia
Pinho, agradeceu o convite para conhecer Campos. “Gostaria de cumprimentar e
felicitar o presidente da Câmara, pela iniciativa tão incomum. Nós do Museu da República
temos a felicidade de guardar e expor grande parte do acervo desse grande
político que foi o Nilo. Pra mim é uma grande alegria conhecer finalmente a
terra dele. Que esse seja o primeiro de muitos documentários”.
A diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard, convidou a
todos para conhecer o espaço. “Gostaria também de parabenizar e ressaltar que
temos em nosso museu um material pertencente ao Nilo Peçanha, doado a
prefeitura pela sua esposa, Anita Peçanha, para que quando Campos tivesse um
museu ficasse neste local. Nossa meta é ter, em breve, um Centro de Memória
para colocarmos todo o arquivo do Nilo”.
O Diretor do campus Campos-Centro do o Instituto Federal
Fluminense (IFF), Jefferson Manhães, ressaltou a criação da Escola de
Aprendizes e Artífices. “Quero saudar o Doutor Edson por esta justa homenagem e
a todos os professores aqui presentes. O que a Câmara esta fazendo aqui hoje,
não é um culto ao Nilo, mas sim um resgate do movimento chamado de Nilista na
época, que pregou o ensino tecnológico. Hoje Campos tem uma consequência enorme
desse movimento que é o IFF, na época Escola de Aprendizes e Artífices, uma
decisão de 1907 que em seguida partiu do Rio de Janeiro para todo o país”.
Finalizando a sessão especial receberam homenagens o
professor Gustavo Gomes Lopes; Graziella Escocard; a professora de história
Fabiana Arruda; Joanes Correia da Silva, professor do IFF; Silvia Pinho;
Andreia Telo da Corte e Leonardo de Vasconcelos Silva, professor do IFF. Também
receberam homenagens representantes das Escolas Nilo Peçanha, Liceu de
Humanidades e Benta Pereira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário