A Câmara Municipal de Campos foi palco nesta terça-feira (03) de uma audiência pública para debater os avanços e problemas da saúde do município. A sessão, que durou cerca de quatro horas, foi presidida pelo vereador Jorge Magal e marcada por discussões e propostas.
Ao final, a palavra foi franqueada aos vereadores, que relataram problemas como falta de leitos e de medicamentos. Algumas melhorias, como a complementação da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) pela prefeitura também foram destacadas.
Na abertura dos trabalhos, Magal disse que saúde é um direito do ser humano e é preciso acabar com o favor político para se conseguir atendimento. Segundo ele, uma cópia da audiência será enviada às autoridades responsáveis pelo setor para, no prazo de 30 dias, uma nova reunião ser realizada a fim de se discutir o que foi feito.
O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, disse que o Legislativo vai consolidar um documento de sugestões para serem aplicadas. “A Câmara mais uma vez aprofunda a discussão sobre os problemas da comunidade, acolhendo sugestões e encaminhando propostas para as soluções. O debate não se aprofundou mais porque muitas representações dos hospitais filantrópicos não compareceram, lamentavelmente”.
O primeiro a discursar foi o vereador Abdu Neme, que atualmente exerce a função de diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia, que há oito meses está sob intervenção do Ministério Público.
Ao falar sobre o hospital, que é uma instituição secular, ele disse que a junta interventora, composta por três médicos nomeados pela Justiça, tem trabalhado para acabar com as filas de madrugada para a marcação de consultas, formada em sua maioria por idosos.
“O hospital tem 248 leitos disponíveis, sendo 36 leitos de UTI e outros 16 em reforma, que estarão à disposição da população dentro de 20 dias”, disse Abdu, destacando que são realizadas 30 cirurgias/mês e 100 exames de cateterismo e angioplastia.
Já o diretor do Hospital Geral de Guarus (HGG), Wilson Cabral, explicou que o hospital não foi criado para atender casos de emergência, mas adotou esse perfil em função do aumento da demanda. “Por não ter perfil de emergência, ele carece de estrutura física adequada e estamos trabalhando pra isso. Estamos em obras para aprimorar o atendimento, mas ainda assim acolhemos a todos. Não recusamos pacientes”.
O médico Geraldo Venâncio, que assumiu recentemente a presidência da Fundação Municipal de Saúde (FMS), disse que o município é privilegiado por contar com quatro grandes hospitais. Sobre a falta de leitos, que acaba forçando o atendimento nos corredores, ele explicou que se o Hospital Ferreira Machado (HFM), por exemplo, atendesse apenas os pacientes de Campos, sobrariam leitos, mas atende toda uma região. “Sabemos que a oposição não vai tecer elogios, mas os avanços, explícitos através dos números, são inegáveis”.
Diretor do HFM, Ricardo Madeira, disse ser contrário ao atendimento no corredor por considerá-lo indigno, mas o hospital não pode deixar de atender quem chega em busca de socorro.
Já o vice-prefeito e secretário de Saúde, Francisco Oliveira (Doutor Chicão), afirmou que toda a rede de emergência e urgência de Campos é bancada pelo município, não tendo nenhum financiamento federal ou estadual. “O Governo Federal, por exemplo, alega que nunca tem verba”.
Estevão Souza, do Conselho Municipal de Saúde, fez criticas e afirmou que não teve voz em audiências anteriores, mas ressalvou que foi na atual gestão da Câmara que teve oportunidade de falar.
DEBATE PRODUTIVO - Ao final, Magal disse que a audiência foi das mais produtivas, apesar de algumas ausências como de representantes dos hospitais da Beneficência Portuguesa, Plantadores de Cana e Álvaro Alvim.
“Foi uma audiência bastante produtiva. Tivemos a presença de 20 vereadores, representantes do governo, da sociedade civil, do Conselho Municipal de Saúde e secretários, além de diretores de hospitais. Quem ganhou foi a população porque daqui saíram boas sugestões e propostas que encaminharemos às autoridades do Executivo para obtermos uma resposta daqui a algumas semanas”, concluiu.
Ao final, a palavra foi franqueada aos vereadores, que relataram problemas como falta de leitos e de medicamentos. Algumas melhorias, como a complementação da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) pela prefeitura também foram destacadas.
Na abertura dos trabalhos, Magal disse que saúde é um direito do ser humano e é preciso acabar com o favor político para se conseguir atendimento. Segundo ele, uma cópia da audiência será enviada às autoridades responsáveis pelo setor para, no prazo de 30 dias, uma nova reunião ser realizada a fim de se discutir o que foi feito.
O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, disse que o Legislativo vai consolidar um documento de sugestões para serem aplicadas. “A Câmara mais uma vez aprofunda a discussão sobre os problemas da comunidade, acolhendo sugestões e encaminhando propostas para as soluções. O debate não se aprofundou mais porque muitas representações dos hospitais filantrópicos não compareceram, lamentavelmente”.
O primeiro a discursar foi o vereador Abdu Neme, que atualmente exerce a função de diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia, que há oito meses está sob intervenção do Ministério Público.
Ao falar sobre o hospital, que é uma instituição secular, ele disse que a junta interventora, composta por três médicos nomeados pela Justiça, tem trabalhado para acabar com as filas de madrugada para a marcação de consultas, formada em sua maioria por idosos.
“O hospital tem 248 leitos disponíveis, sendo 36 leitos de UTI e outros 16 em reforma, que estarão à disposição da população dentro de 20 dias”, disse Abdu, destacando que são realizadas 30 cirurgias/mês e 100 exames de cateterismo e angioplastia.
Já o diretor do Hospital Geral de Guarus (HGG), Wilson Cabral, explicou que o hospital não foi criado para atender casos de emergência, mas adotou esse perfil em função do aumento da demanda. “Por não ter perfil de emergência, ele carece de estrutura física adequada e estamos trabalhando pra isso. Estamos em obras para aprimorar o atendimento, mas ainda assim acolhemos a todos. Não recusamos pacientes”.
O médico Geraldo Venâncio, que assumiu recentemente a presidência da Fundação Municipal de Saúde (FMS), disse que o município é privilegiado por contar com quatro grandes hospitais. Sobre a falta de leitos, que acaba forçando o atendimento nos corredores, ele explicou que se o Hospital Ferreira Machado (HFM), por exemplo, atendesse apenas os pacientes de Campos, sobrariam leitos, mas atende toda uma região. “Sabemos que a oposição não vai tecer elogios, mas os avanços, explícitos através dos números, são inegáveis”.
Diretor do HFM, Ricardo Madeira, disse ser contrário ao atendimento no corredor por considerá-lo indigno, mas o hospital não pode deixar de atender quem chega em busca de socorro.
Já o vice-prefeito e secretário de Saúde, Francisco Oliveira (Doutor Chicão), afirmou que toda a rede de emergência e urgência de Campos é bancada pelo município, não tendo nenhum financiamento federal ou estadual. “O Governo Federal, por exemplo, alega que nunca tem verba”.
Estevão Souza, do Conselho Municipal de Saúde, fez criticas e afirmou que não teve voz em audiências anteriores, mas ressalvou que foi na atual gestão da Câmara que teve oportunidade de falar.
DEBATE PRODUTIVO - Ao final, Magal disse que a audiência foi das mais produtivas, apesar de algumas ausências como de representantes dos hospitais da Beneficência Portuguesa, Plantadores de Cana e Álvaro Alvim.
“Foi uma audiência bastante produtiva. Tivemos a presença de 20 vereadores, representantes do governo, da sociedade civil, do Conselho Municipal de Saúde e secretários, além de diretores de hospitais. Quem ganhou foi a população porque daqui saíram boas sugestões e propostas que encaminharemos às autoridades do Executivo para obtermos uma resposta daqui a algumas semanas”, concluiu.
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