O
presidente da Câmara Municipal de Campos e do PTB, Dr. Edson Batista, e demais
vereadores, se uniram às lideranças e produtores de cana da região em uma
manifestação de protesto nesta segunda-feira (04), nas escadarias do
Legislativo, contra o veto da presidente Dilma Roussef à emenda inserida na MP
619/13, que concede subvenção aos canavieiros do Estado do Rio, que produzem
anualmente até 10 mil toneladas do produto.
Depois
da execução do hino nacional, os representantes dos produtores ressaltaram os
estudos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Conab, que
comprovam a escassez de chuvas na região como fator prejudicial da produção,
que hoje fica em torno de 50 toneladas por hectare, mas deveria atingir a uma
média de 80 toneladas. Um problema que se repete na região Nordeste do país
para onde a presidenta aprovou o subsídio, mas vetou a emenda apresentada e
aprovada pelo deputado federal Anthony Garotinho, que solicitava a mesma medida
para o Rio e Espírito Santo.
“Estamos
aqui para dar nosso apoio incondicional para esta luta do setor canavieiro que
tem sido ao longo do tempo penalizado pela ausência de chuvas. Vamos unir as
forças políticas da região para reparar essa injustiça. Trata-se de uma grande
covardia. O subsídio para nossa região é uma gota d’água no orçamento da União.
O governo federal abre os cofres para setores como os grandes banqueiros e
indústrias, mas sonega apoio aos nosso pequenos produtores de cana, um setor
tradicional em nossa região, que devido a problemas climáticos tem sofrido a
cada ano, com seguidas quedas de produção Vamos acumular nossas forças para que
essa decisão seja revista”, disse Dr. Edson.
O
presidente da Coagro, Frederico Paes, ressaltou a diferença que esta subvenção
pode fazer no orçamento dos produtores. “O não veto de R$ 12,00 por tonelada
representa literalmente a salvação da lavoura. Nós sabemos o que isso
representa. Sem esta suplementação, o produtor passa receber R$8,00 por
tonelada ao invés de R$12, 00, o que significa 50% do líquido que o produtor
recebeu este ano. Fica inviável seguir com uma produção competitiva. Tenho
certeza que a presidente Dilma não sabe o que ela assinou, com base num
documento falso repleto de inverdades que não refletem a nossa realidade”,
explicou Frederico.
Além do
presidente Edson Batista, estiveram presentes ao ato público os vereadores
Linda Mara Silva, Maria Auxiliadora Freitas, Rafael Diniz, Dona Penha, Cecília
Ribeiro, Kellinho, Neném, Paulo Hirano, Fred Machado, Genásio, Ozeías e
Miguelito. O deputado federal Paulo Feijó, o deputado estadual Roberto
Henriques e o vice-prefeito de São Francisco de Itabapoana, Amaro Barros
Fernandes, também compareceram à manifestação.
Pelas
lideranças do setor, lá estavam o presidente da Cooperativa Agroindustrial do
Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes; o secretário de Agricultura
e presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan),
Eduardo Crespo; o presidente do Conselho Regional da Federação das Indústrias
do Estado do Rio de Janeiro (Firjam), Geraldo Coutinho; o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Paulo Honorato; o presidente da Associação
dos Produtores Rurais do Sul do Município de Campos, Celino Gonçalves; o
representante da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro/Campus Campos,
Leonel Miranda; além de proprietários rurais e de usinas da região e também do
Espírito Santo.
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