05/11/2013

Produtores de cana recebem apoio da Câmara contra veto de Dilma


O presidente da Câmara Municipal de Campos e do PTB, Dr. Edson Batista, e demais vereadores, se uniram às lideranças e produtores de cana da região em uma manifestação de protesto nesta segunda-feira (04), nas escadarias do Legislativo, contra o veto da presidente Dilma Roussef à emenda inserida na MP 619/13, que concede subvenção aos canavieiros do Estado do Rio, que produzem anualmente até 10 mil toneladas do produto.
Depois da execução do hino nacional, os representantes dos produtores ressaltaram os estudos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Conab, que comprovam a escassez de chuvas na região como fator prejudicial da produção, que hoje fica em torno de 50 toneladas por hectare, mas deveria atingir a uma média de 80 toneladas. Um problema que se repete na região Nordeste do país para onde a presidenta aprovou o subsídio, mas vetou a emenda apresentada e aprovada pelo deputado federal Anthony Garotinho, que solicitava a mesma medida para o Rio e Espírito Santo.
“Estamos aqui para dar nosso apoio incondicional para esta luta do setor canavieiro que tem sido ao longo do tempo penalizado pela ausência de chuvas. Vamos unir as forças políticas da região para reparar essa injustiça. Trata-se de uma grande covardia. O subsídio para nossa região é uma gota d’água no orçamento da União. O governo federal abre os cofres para setores como os grandes banqueiros e indústrias, mas sonega apoio aos nosso pequenos produtores de cana, um setor tradicional em nossa região, que devido a problemas climáticos tem sofrido a cada ano, com seguidas quedas de produção Vamos acumular nossas forças para que essa decisão seja revista”, disse Dr. Edson.

O presidente da Coagro, Frederico Paes, ressaltou a diferença que esta subvenção pode fazer no orçamento dos produtores. “O não veto de R$ 12,00 por tonelada representa literalmente a salvação da lavoura. Nós sabemos o que isso representa. Sem esta suplementação, o produtor passa receber R$8,00 por tonelada ao invés de R$12, 00, o que significa 50% do líquido que o produtor recebeu este ano. Fica inviável seguir com uma produção competitiva. Tenho certeza que a presidente Dilma não sabe o que ela assinou, com base num documento falso repleto de inverdades que não refletem a nossa realidade”, explicou Frederico.
Além do presidente Edson Batista, estiveram presentes ao ato público os vereadores Linda Mara Silva, Maria Auxiliadora Freitas, Rafael Diniz, Dona Penha, Cecília Ribeiro, Kellinho, Neném, Paulo Hirano, Fred Machado, Genásio, Ozeías e Miguelito. O deputado federal Paulo Feijó, o deputado estadual Roberto Henriques e o vice-prefeito de São Francisco de Itabapoana, Amaro Barros Fernandes, também compareceram à manifestação.

Pelas lideranças do setor, lá estavam o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes; o secretário de Agricultura e presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Eduardo Crespo; o presidente do Conselho Regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjam), Geraldo Coutinho; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Paulo Honorato; o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Sul do Município de Campos, Celino Gonçalves; o representante da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro/Campus Campos, Leonel Miranda; além de proprietários rurais e de usinas da região e também do Espírito Santo.

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