Agora é definitivo, o acervo histórico do Monitor Campista está de volta à sua terra natal. Nesta noite (16) uma sessão solene na Câmara de Vereadores marcou o retorno do material e o início da exposição “Memorial do Monitor Campista”. A mostra ficará aberta até o dia 30 deste mês, das 8h às 18h. Com a presença de autoridades políticas, da sociedade e da imprensa, o evento contou ainda com apresentações da Banda do 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM) e da Camerata da Ong Orquestrando a Vida.
Em seu discurso o presidente do PTB e da Câmara lembrou a importância da união com a prefeitura para tornar este retorno possível. “Fizemos um grupo de trabalho onde unimos representantes da Câmara, do Conselho de Preservação do Patrimônio e Arquitetônico Municipal (Coppam), presidido pelo professor Orávio de Campos Soares, e da Associação de Imprensa Campista (AIC) através de seu presidente Vitor Menezes. Também contamos com o apoio político da prefeita Rosinha Garotinho, que fez valer a vontade da população de trazer este material histórico de volta. Sem este empenho da prefeita Rosinha não seria possível acontecer esta comemoração de hoje”, disse Edson Batista.
De acordo com Batista o trabalho não se encerra com a chegada do acervo. “Agora vamos envidar esforços para recuperar a logomarca Monitor Campista e usar como nosso Diário Oficial. Esta seria uma forma de imortalizar este jornal que antes mesmo de Campos ser elevada a cidade já circulava. Lembrando que o Diários Associados é uma empresa privada chefiada por um condomínio de sócios, portanto temos um trabalho difícil pela frente. Mas confio nessa união política para tornarmos esta vontade possível”.
Representando a prefeita Rosinha Garotinho, o secretário de Governo, Suledil Bernardino, lembrou do fechamento do periódico. “O fechamento foi decorrente de uma briga judicial iniciada por um jornal da cidade pelo direito de publicação do Diário Oficial, que era do Monitor Campista. O processo levou a perda deste direito e o Monitor ficou sem sua principal fonte de renda. Não houve omissão por parte da prefeitura e sim o cumprimento de uma decisão judicial. Após este fato o Diário Oficial passou a ser impresso pelo Estado e agora é impresso aqui mesmo na cidade”.
O presidente da AIC falou da importância de manter a história viva. “Não quero fazer parte da geração que deixou o Monitor morrer. É preciso manter a história viva”. Já Orávio lembrou o trabalho de divulgação do acervo. “Hoje é um dia de festa, mas o trabalho não termina aqui. Agora começa o trabalho de higienização e digitalização, para que o material seja protegido e colocado à disposição para pesquisas. Gostaria de parabenizar o presidente da Câmara e a todos que fizeram parte desta iniciativa”.
*Assessoria
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