Num ano em que o Brasil foi às ruas para verbalizar sua
insatisfação e questionar a classe política pela forma como se faz política no
País, a Câmara Municipal de Campos encerra 2013 com um índice de aprovação
popular de 61,08% em sua atuação (levando-se em conta os conceitos de ótimo,
bom e regular), de acordo com pesquisa do Instituto Pappel.
A pesquisa, encomendada por 14 pré-candidatos às eleições de
2014, aponta um percentual de 42,76% entre os que consideraram o desempenho da
Câmara como regular; 14,90% julgaram bom; e 3,42% disseram ser ótima a atuação
do Legislativo campista. Do total de entrevistados, 17,51% consideraram ruim;
21,40% péssima. A pesquisa ouviu 1.820 pessoas de vários bairros e distritos de
Campos.
“Não há dúvida que cumprimos nosso papel, e podemos terminar o
ano com a consciência do dever cumprido. Em junho, tivemos uma série de
manifestações populares que sacudiram o país, com o povo exigindo maior
participação nas decisões políticas, mas desde o inicio do ano chamamos a
sociedade para discutir os temas de interesse da comunidade”, lembrou o
presidente da Casa, Edson Batista.
“Assuntos como a educação, saúde, a mobilidade urbana, a
necessidade de uma porta de saída para os programas sociais, a questão da
agricultura, a do Hemocentro, entre outras, foram amplamente discutidas com a
intensa participação da sociedade civil através de seus diferentes segmentos de
representação”, comentou.
O presidente do Legislativo destacou também a criação do Portal
da Transparência e a política de resgata dos valores culturais de Campos.
“Através do Portal da Transparência, disponibilizamos o acesso do cidadão a
todos os gastos da Câmara, inclusive os subsídios (salários) dos próprios
vereadores, assessores parlamentares e demais servidores; além de
implementarmos uma política que resgata a nossa história e reforça a identidade
cultural do nosso povo com um conjunto de ações neste sentido”, disse.
O vice-presidente da Câmara, vereador Jorge Magal, destacou
também a aprovação de leis de real importância para a comunidade, a reforma da
Lei Orgânica do Município e a realização de sessões especiais e audiências
públicas para a discussão de assuntos de interesse da sociedade.
“A Câmara está de parabéns porque cumpriu sua missão com a
aprovação de leis importantes que beneficiaram nosso povo, além da reforma da
Lei Orgânica do Município, que estava defasada há 20 anos, garantindo uma série
de direitos à população. Além disso, realizamos audiências públicas e sessões
especiais onde cobramos de empresas, como a Águas do Paraíba e a Ampla, para
que estas cumpram suas obrigações com a comunidade”, avaliou.
O vereador Paulo Hirano, líder do governo na Câmara, igualmente
destacou a realização de inúmeras audiências e sessões especiais. “Foram
embates e discussões que transformaram a Câmara num verdadeiro fórum de debates
sobre os rumos de Campos, sua realidade, suas perspectivas e seu futuro no
contexto de cidade de médio porte que se moderniza e cresce vertiginosamente,
mas onde seu povo luta e deseja, sim, o progresso e o desenvolvimento, mas de
modo a preservar a qualidade de vida dentro de padrões minimamente
civilizados”, finalizou.
Recesso,
mas nem tanto – Após a sessão ordinária da última quarta-feira (18), a última
do ano, Câmara interrompeu suas sessões plenárias, retornando no primeiro dia
de fevereiro. “O recesso será apenas para as sessões. A Câmara terá seu
expediente administrativo normal, os vereadores continuarão neste mesmo período
a atender os eleitores em seus gabinetes, bem continuarão o trabalho de
visitação às comunidades”, frisou o líder do governo.
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