Sobre o discurso agressivo de Nahim
(Nelson discursa no plenário da Câmara (foto: site da Folha da Manhã)
Quado li trecho do discurso ofensivo da deputada Cidinha Campos à
família Garotinho, com baixaria, revelando completo desequilíbrio
mental, o que provocou risos de Clarissa que disse ter pena da deputada
do PDT, fiquei pensando nos discursos ofensivos do vereador Marcos
Bacelar e, agora, pela primeira vez na sua história como vereador, as
palavras ofensivas de Nelson Nahim.
Como um político que deseja a confiança da sociedade pode baixar o nível
dessa maneira? Nelson Nahim mostrou pela primeira vez (pela primeira
vez também Garotinho aceitou romper politicamente com ele, o que torna
seu futuro político incerto, já que sempre foi apoiado pelo irmão) seu
descontrole emocional, levando para o lado pessoal e, por isso, sentindo
no fígado, uma questão política. Até porque à sociedade não interessa
os problemas pessoais dos políticos.
Ao dizer que Rosinha é uma "prefeita de mentirinha", Garotinho é "um
ditador a la Pinochet", Edson Batista é "um vassalo e bajulador" e o
deputado estadual Marcus Vinícius, presidente do PTB estadual é um
"deputado papelão", o vereador Nelson Nahim mostra um descontrole
emocional que acaba descendo muito o nível do debate político.
Conheço Nahim há décadas e sempre nos respeitamos. Ele, como pessoa,
como vereador e como prefeito nos meses de afastamento de Rosinha,
sempre me tratou com muito respeito e teve a reciprocidade devida,
embora soubesse que sou amigo de Rosinha e lutava para seu retorno ao
cargo, de onde havia sido afastada injustamente.
Quanto ao episódio envolvendo o PTB, sempre dissemos (eu e Dr. Edson)
que fazia parte das negociações políticas, normais quando se avizinha
uma campanha. Quando disse que seria um golpe a destituição da executiva
em Campos, estava com a razão, porque nunca o PTB ficou tanto em
evidência, com cursos, encontros, uma boa nominata, um grande número de
filiados novos. Mas não acreditava que a executiva estadual
desrespeitasse o acordo, pelo qual o PTB, em cada município, teria
liberdade para fazer as coligações.
Se alguém ou um grupo tinha o direito de ficar indignado no episódio,
seria Dr. Edson, seria a executiva municipal da qual eu faço parte. Em
nenhum momento fizemos referência a Nelson Nahim de maneira leviana ou
ofensiva. Pelo contrário, declaramos que as tentativas de cooptar siglas
fazia parte do processo político. Mas que confiávamos na executiva
estadual e no nosso trabalho.
Por isso causa estranheza os discursos inflamados do vereador Nelson
Nahim, com termos que ele não costuma usar e que depõem contra ele
mesmo. Se escolheu outro caminho que não o nosso, se decidiu não mais
seguir a liderança de Garotinho, já o dissemos, é um direito seu. Mas
descer o nível do debate político, igualando-se a, por exemplo, Marcus
Bacellar, que nunca se preocupou com postura, com decoro, é lamentável.
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